A Ferrofrente é autora de ação judicial sobre a Linha 17 Ouro. O MP e o Tribunal de Contas engrossam o coro de questionamentos às obras paralisadas

Linha 17

O atraso nas obras do monotrilho paulistano – a linha 17 Ouro – ganhou mais um capítulo nesta semana, após uma notificação do Tribunal de Contas do Estado ser encaminhada para o Metrô, solicitando mais esclarecimentos sobre as obras paralisadas.

A Ferrofrente – Frente Nacional pela Volta das Ferrovias já havia alertado as autoridades sobre o abandono da obra em ação civil pública ajuizada há dois anos, ressaltando que a prova era uma promessa para a Copa do Mundo de 2014 e, naquele momento, já era uma das expressões do fracasso do legado do evento esportivo.

Hoje, passados mais de 4 anos do fim do prazo final da promessa, a obra inacabada revela a incompetência do governo paulista e causa danos à toda a cidade, já que a estrutura de mobilidade poderia melhorar a qualidade do transporte público da capital, especialmente no acesso ao aeroporto de Congonhas.

Recentemente, a Ferrofrente fez registros fotográficos dos canteiros de obras abandonados, flagrando situações que indicam o risco de desvio de finalidade dos espaços, que sequer contam com vigilância pública ou estruturas básicas de proteção, como tapumes.

Assim, em defesa do interesse e do patrimônio público, a entidade insiste na necessidade de providências:

“Temos que fazer prevalecer o interesse público, que não está sendo respeitado com a interrupção das obras sem uma satisfação adequada para a população. As ações do TCE e do Ministério Público Estadual são bem-vindas, e reforçam a iniciativa da Ferro Frente, que luta para que haja uma razoável reposição dos custos de desapropriação, planejamento e execução da obra”, afirma José Manoel Ferreira Gonçalves, presidente da Ferro Frente.

Para o advogado da entidade, Bruno Meirinho, “a ação judicial movida pela Ferrofrente assegura o direito de defesa do Governo de São Paulo, mas é claro que não existe justificativa aceitável para a situação, assim, caberá à justiça identificar e punir os responsáveis”.

O projeto do monotrilho prevê 17,7 quilômetros de extensão e 18 estações entre Jabaquara, Aeroporto de Congonhas e região do estádio do Morumbi. O valor orçado em junho de 2010 era de R$ 2,64 bilhões.

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